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Idéia brilhante para Amazônia e Nordeste

O Ministro das Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger,propõe aquedutos para levar água da Amazônia ao Nordeste.

A proposta de implantar aquedutos para levar água da Amazônia para a região Nordeste, foi apresentada pelo ministro Roberto Mangabeira Unger, que coordena uma comitiva formada por 38 pessoas, durante viagem pela Amazônia, em meio a um pacote de  idéias “brilhantes” anunciadas por ele para o plano de desenvolvimento sustentável da floresta, chamado de "Projeto Amazônia".

O Plano que reúne um conjunto de propostas de atividades econômicas como mineração, produção industrial e preservação da floresta nativa, foi distribuído no primeiro dia da viagem da comitiva à Amazônia e, segundo o ministro, ainda não é uma proposta de governo e não foi apresentado ao Presidente Lula.  .

Para o ministro, "numa região, sobra água, inutilmente. Na outra região, falta água, calamitosamente” e o Brasil precisa deixar de ter medo de idéias.

O Projeto Amazônia tem outras questões polêmicas que prometem esquentar os debates e o dia a dia dos ministérios neste começo de ano, bem como os sistemas de meio ambiente e recursos hídricos.  

O que o ministro parece desconhecer são os impactos que uma eventual transferência de água de uma bacia à outra, sobretudo de biomas diferentes, pode causar. Além disso, a bacia amazônica já exporta água para outras regiões do país e do continente por meio das massas de ar, responsáveis pelas chuvas que beneficiam as regiões sudeste e sul, conforme pode ser acompanhado por meio do hidroavião do casal Moss, do projeto Brasil das Águas – rios voadores.

Infelizmente, representantes do Governo, de ministérios que a sociedade nunca imaginou que existissem ou fossem necessários, como esse das “ações de longo prazo”, os quais, embora pagos com os impostos dos cidadãos brasileiros, parecem completamente desconectados da realidade e das políticas públicas que o Brasil vem implantado, “viajam” para propor questões que deveriam ser assunto de outros ministérios e que podem impactar biomas, bacias hidrográficas e a vida de milhões de pessoas.

Pois, se para tratar da gestão de bacias hidrográficas temos o Sistema Nacional de Recursos Hídricos e um Plano de Águas do Brasil, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente - pasta que tem como ministra, uma brasileira reconhecida mundialmente, mulher da Amazônia - porque não economizar impostos e cortar ministérios como esse, ricos em criatividades inconseqüentes que certamente custam muito caro ao povo brasileiro?

Este ano promete. Muita água vai rolar.

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