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Uma contaminação ambiental de causa ainda desconhecida matou mais de 50 toneladas de peixes e mariscos no Recôncavo Baiano e deixou desoladas e revoltadas milhares de famílias que têm na pesca e no turismo as únicas fontes de renda.
Diante do quadro crítico que começou a ser desenhado em 08 de março, quando teve início uma das maiores tragédias ambientais da Baía de Todos os Santos, o Gambá – Grupo Ambientalista da Bahia – questiona a falta de monitoramento ambiental sistemático na região e a demora no diagnóstico das causas da mortandade. “É preocupante o impacto social e ambiental desse episódio. Os resultados dos exames e das investigações já deveriam ter sido concluídos. Além da punição dos culpados é preciso, emergencialmente, adotar medidas para minimizar o sofrimento dessas pessoas”, afirma Renato Cunha, coordenador executivo do Gambá.
Quatro municípios da região já decretaram situação de emergência com a proibição do consumo e da comercialização dos pescados. Além da falta de alimento, a população necessita de recursos para custear outras despesas, como o pagamento de água e luz e ainda é obrigada a conviver com o mau cheiro dos peixes e mariscos mortos que se acumulam nas praias. A conclusão para o diagnóstico que indicará a causa da contaminação está prevista para o início de abril. E só a partir daí será determinada alguma ação para a limpeza das águas.
Assessoria de Comunicação do Gambá
Tita Moura / Luciana Diniz
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